Capacitismo num hotel em Salvador-BA

David Morais - autor do texto*


Na condição de delegado unegrino do Maranhão fui participar do 6° Congresso Nacional no período entre 08 a 10 dezembro de 2023 em Salvador BA. Chegando ao "Hotelesta" fui fazer o check in. 
Fui informado pela recepção que eu teria que dividir um quarto com um companheiro que eu não conhecia. Imediatamente, solicitei que fosse feita a substituição pelo amigo e companheiro Valmir Trindade. Pois estaria mais seguro com alguém conhecido.
Enfatizando que eu estava usando o cordão de girassol, juntamente com as carteirinhas de identificação de autista. Por aí, vejam o quanto a sociedade ainda ignora símbolos de deficiências ocultas.
Despreparado, apareceu o gerente, parecendo demonstrar um ar superior. Sem entender e sem saber abordar uma pessoa autista.Pegando o meu lado e me Constrangendo. Por conseguinte, sendo capacitista. Opressor? Racista? 
Fiquei desregulado e exigi que me devolvesse o laudo.Mesmo assim, de forma capacitista tirou uma cópia antes de me entregar. Não fiquei sozinho. Os(as) companheiros(as) do Maranhão intervieram e a situação foi resolvida.
Foi uma situação que me trouxe uma constatação de que estabelecimentos, instituições e a sociedade como um todo não estão preparados para incluir autistas adultos.O quando a sociedade é capacitista e excludente, tentando invalidar autistas adultos.
Somando-se, a tamanha luta que autistas adultos travam e que ainda irão travar. No intuito de garantir os mais diversos direitos. Qualidade de vida e dignidade. 


* David Morais é militante da UNEGRO, ativista autista e da pessoa com deficiência, defensor dos direitos humanos e das diversas causas. 


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